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Gestão da Cadeia de Suprimentos

Gestão Sustentável de Fornecedores

A Copel adota uma gestão integrada e sustentável da cadeia de suprimentos, alinhada aos princípios ESG, ética, integridade e responsabilidade socioambiental. A Gestão Sustentável dos Fornecedores incorpora critérios ambientais, sociais, de governança, integridade e gestão de riscos em todas as etapas do relacionamento com fornecedores, desde o registro e homologação até o monitoramento contratual e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos. 

O modelo de Gestão Sustentável de Fornecedores da Copel está estruturado em processos integrados de identificação, homologação, avaliação, monitoramento, desenvolvimento e mitigação de riscos, permitindo acompanhar o desempenho e a evolução da cadeia de suprimentos ao longo de todo o relacionamento comercial.

A gestão de fornecedores da Copel é conduzida em alinhamento com as estratégias corporativas definidas e aprovadas pelo Conselho de Administração. A governança da gestão dos fornecedores é coordenada pela Diretoria de Suprimentos, com participação das áreas de Suprimentos, Compliance, Jurídico, Sustentabilidade, Saúde e Segurança e áreas técnicas, responsáveis pela definição, atualização e monitoramento dos requisitos aplicáveis à cadeia de fornecedores. A supervisão executiva é realizada pela alta gestão por meio da estrutura corporativa de governança.

A Companhia exige que os fornecedores atendam requisitos mínimos relacionados à conformidade legal, trabalhista, fiscal, ambiental, integridade e sustentabilidade. Nas contratações centralizadas, a homologação é obrigatória e avalia critérios jurídicos, fiscais, financeiros, trabalhistas, QSMS, ESG e integridade, com utilização de plataforma corporativa de homologação ESG.  

O processo de homologação contempla consultas automatizadas e monitoramento contínuo de temas relacionados a direitos humanos, trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão, integridade, sanções, conflitos de interesse, conformidade regulatória e aspectos ambientais, contribuindo para a identificação preventiva de riscos ESG na cadeia de fornecimento.  

Fornecedores que não atendem aos requisitos mínimos estabelecidos podem ser reprovados na homologação ou submetidos a processos de regularização, reavaliação ou aprovação por exceção, conforme critérios de governança definidos pela Companhia. Adicionalmente, a Copel mantém mecanismos para bloqueio de fornecedores quando identificadas situações incompatíveis com seus requisitos corporativos. 

Durante a execução contratual, a Companhia realiza monitoramento contínuo dos fornecedores, incluindo aspectos legais, trabalhistas, ambientais, saúde e segurança, integridade e desempenho operacional. Quando identificadas oportunidades de melhoria, são adotadas ações corretivas, acompanhamento de regularização e demais medidas previstas nos processos de gestão de fornecedores e gestão contratual.

A Copel promove a capacitação contínua dos profissionais envolvidos nos processos de suprimentos, gestão de fornecedores e gestão contratual, incluindo treinamentos relacionados às práticas ESG, integridade, conformidade e gestão de riscos. A Companhia também incentiva a participação das equipes em eventos setoriais, fóruns especializados e iniciativas de benchmarking voltadas à evolução das práticas de gestão de fornecedores e cadeia de suprimentos, contribuindo para a implementação e melhoria contínua dos requisitos aplicáveis à gestão sustentável de fornecedores.

Documentos Essenciais para Fornecedores 

O compromisso da Copel com uma gestão sustentável da cadeia de suprimentos é reforçado por três documentos essenciais, que norteiam a relação com fornecedores e garantem que toda a cadeia esteja alinhada aos princípios ESG, à governança corporativa e à legislação vigente. 

Publicado em 2025, o Código de Conduta do Fornecedor define padrões claros de comportamento e estabelece as diretrizes que todos os fornecedores e parceiros devem seguir nas suas relações comerciais com a Copel. 

Ele contempla temas fundamentais para a sustentabilidade, incluindo: 

  •  Respeito aos direitos humanos e combate ao trabalho infantil e forçado;
  • Saúde e segurança ocupacional; 
  • Proteção ambiental, prevenção da poluição e uso eficiente de recursos naturais; 
  • Prevenção e combate à corrupção, suborno, fraudes e práticas anticompetitivas;
  • Proteção de dados e privacidade, em conformidade com a LGPD. 

O Manual do Fornecedor funciona como guia prático, reunindo informações essenciais sobre os requisitos técnicos, legais, socioambientais e de integridade que devem ser atendidos pelos fornecedores em todas as etapas do relacionamento com a Copel.

Entre os temas abordados estão:

  • Cadastro, qualificação e homologação digital via sistema integrado;
  • Procedimentos operacionais e regras contratuais;
  • Atendimento a critérios ESG e práticas de sustentabilidade;
  • Comunicação e gestão das obrigações contratuais.

O Manual serve como base para que os fornecedores compreendam suas responsabilidades e atuem em conformidade com os padrões exigidos pela Companhia, fortalecendo a transparência e a governança em toda a cadeia de suprimentos.

Em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Copel disponibiliza uma cartilha que orienta fornecedores sobre como coletar, tratar e armazenar dados pessoais de forma ética e segura.

A cartilha reforça princípios fundamentais, como:

  • Transparência no uso de dados;
  • Garantia de privacidade e segurança da informação;
  • Respeito aos direitos dos titulares dos dados;
  • Regras para compartilhamento, armazenamento e descarte seguro.
Código de Conduta do Fornecedor

Publicado em 2025, o Código de Conduta do Fornecedor define padrões claros de comportamento e estabelece as diretrizes que todos os fornecedores e parceiros devem seguir nas suas relações comerciais com a Copel. 

Ele contempla temas fundamentais para a sustentabilidade, incluindo: 

  •  Respeito aos direitos humanos e combate ao trabalho infantil e forçado;
  • Saúde e segurança ocupacional; 
  • Proteção ambiental, prevenção da poluição e uso eficiente de recursos naturais; 
  • Prevenção e combate à corrupção, suborno, fraudes e práticas anticompetitivas;
  • Proteção de dados e privacidade, em conformidade com a LGPD. 
Manual do Fornecedor

O Manual do Fornecedor funciona como guia prático, reunindo informações essenciais sobre os requisitos técnicos, legais, socioambientais e de integridade que devem ser atendidos pelos fornecedores em todas as etapas do relacionamento com a Copel.

Atualmente, o Manual está em processo de revisão, de forma a refletir as mudanças que também estão sendo discutidas no Regulamento de Suprimentos e Logística, que igualmente se encontra em fase de atualização.

Entre os temas abordados estão:

  • Cadastro e homologação digital via sistema integrado;
  • Procedimentos operacionais e regras contratuais;
  • Atendimento a critérios ESG e práticas de sustentabilidade;
  • Comunicação e gestão das obrigações contratuais.

O Manual serve como base para que os fornecedores compreendam suas responsabilidades e atuem em conformidade com os padrões exigidos pela Companhia, fortalecendo a transparência e a governança em toda a cadeia de suprimentos.

Cartilha de Orientações para LGPD

Em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Copel disponibiliza uma cartilha que orienta fornecedores sobre como coletar, tratar e armazenar dados pessoais de forma ética e segura.

A cartilha reforça princípios fundamentais, como:

  • Transparência no uso de dados;
  • Garantia de privacidade e segurança da informação;
  • Respeito aos direitos dos titulares dos dados;
  • Regras para compartilhamento, armazenamento e descarte seguro.

Declaração de Ciência e Comprometimento

Para que o fornecedor possa participar de eventos de compras, é necessário realizar o aceite digital dos documentos que regem a relação com a Copel: 

  • Código de Conduta do Fornecedor, 
  • Manual do Fornecedor, 
  • Cartilha de Orientação para LGPD. 

Esse aceite é o primeiro critério de triagem no processo de contratação e garante que o fornecedor esteja ciente e comprometido com: 

  • Práticas éticas e transparentes, 
  • Conformidade socioambiental e governança (ESG), 
  • Proteção e privacidade de dados pessoais. 

Esse compromisso inicial influencia diretamente a seleção dos fornecedores, assegurando que apenas empresas alinhadas aos valores e objetivos estratégicos da Copel avancem para as etapas seguintes de negociação, homologação e execução contratual. 

A Diretoria de Suprimentos, Logística e CSC, vinculada à Vice-Presidência de Finanças e Relações com Investidores, é responsável por estabelecer as diretrizes e padrões que orientam a gestão de fornecedores na Copel. 

 Essa gestão é estruturada com base em princípios ESG, integridade e inovação, assegurando transparência, eficiência e alinhamento com os objetivos estratégicos da Companhia. 

 A atuação é estruturada em três macroprocessos: 

  • Seleção e Qualificação de Fornecedores – avaliação prévia de requisitos legais, técnicos, socioambientais e de integridade para ingresso na base de fornecedores. 
  • Avaliação e Monitoramento de Fornecedores – acompanhamento contínuo de desempenho, conformidade e integridade durante a execução contratual. 
  • Desenvolvimento e Relacionamento com Fornecedores – ações voltadas ao fortalecimento das parcerias e à evolução conjunta da cadeia de suprimentos.  

 Alinhamento Estratégico 

A Gestão de Fornecedores é conduzida em alinhamento com as estratégias corporativas definidas e aprovadas pelo Conselho de Administração (CAD). 

Entre as diretrizes relacionadas ao tema fornecedores, destacam-se:

  • Manter disciplina na alocação de capital e rigor técnico na gestão de ativos, no planejamento e na execução de projetos. 
  • A Copel busca não somente ser referência em seu setor, como também se destacar pela excelência na gestão da cadeia de suprimentos, por meio da inovação, do investimento em tecnologia e da otimização da força de trabalho. 
  • Fortalecer a cultura de segurança, saúde e qualidade de vida em todas as etapas da cadeia de suprimentos. 

 Esse alinhamento se estende às melhores práticas de mercado, fortalecendo a atuação com responsabilidade socioambiental e foco na sustentabilidade. 

 Revisão Contínua e Grupos de Trabalho 

 As práticas de compra, contratos e metodologias de gestão são revisadas continuamente para garantir atualização, inovação e conformidade com os requisitos ESG e as melhores práticas de mercado. 

Essas revisões são conduzidas por equipes multidisciplinares, que envolvem áreas de negócio, compliance, jurídico, gestão e tecnologia, formalizadas em grupos de trabalho específicos. Esses grupos têm como foco adaptar processos, atualizar cláusulas contratuais e integrar soluções digitais, assegurando que a atuação da Copel esteja sempre alinhada aos objetivos estratégicos da Companhia e à evolução regulatória.  

Capacitação e Desenvolvimento Interno  

A Copel investe continuamente no desenvolvimento de seus profissionais, fortalecendo a cultura ESG e incentivando a adoção de práticas modernas e inovadoras na gestão da cadeia de suprimentos. 

Além de treinamentos e eventos presenciais, a companhia disponibiliza a Academia Corporativa de Supply Chain, uma plataforma digital com trilhas de aprendizado voltadas para suprimentos, logística e áreas correlatas, apoiando a capacitação contínua das equipes internas. 

Nos últimos anos, foram promovidas diversas iniciativas de capacitação:

  • 2022 e 2023: realização de oficinas sobre Due Diligence em Direitos Humanos, marcando a implementação dessa prática em todas as atividades da Companhia;
  • 2024: ampliação das ações de capacitação de seus colaboradores, por meio do Curso de Sustentabilidade e da Semana Integrada ESG.
  • 2025: realização da 2ª edição da Semana Integrada ESG e reestruturação do Curso de Sustentabilidade, reforçando o compromisso com a ética, a responsabilidade socioambiental e com a evolução contínua.

A Copel realiza a avaliação de integridade de fornecedores e parceiros como parte do processo de homologação, garantindo rigor, transparência e conformidade com as melhores práticas de governança corporativa.

Essa etapa foi incorporada ao sistema de homologação em março de 2025, incorporando práticas de due diligence e background check aplicáveis aos fornecedores da Companhia e proporcionando mais agilidade e integração no processo de análise.

A avaliação considera critérios como perfil da empresa, relacionamento com o setor público, histórico e reputação, prevenção à corrupção, conflitos de interesse, aspectos ESG e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Após a análise, os fornecedores são classificados em graus de risco — baixo, médio ou alto — permitindo que a Copel direcione ações adequadas, como monitoramento durante a vigência do contrato ou exigências adicionais para mitigar riscos identificados.

Com base nessa classificação, a área de Compliance orienta a área requisitante na elaboração de planos de monitoramento e mitigação, assegurando que, sempre que possível, os fornecedores possam corrigir irregularidades por meio de medidas estruturadas, mantendo parcerias estratégicas e preservando a integridade e os interesses da Companhia.

A Copel adota critérios rigorosos para a contratação e homologação de fornecedores, com foco em ética, integridade, conformidade legal e ESG, fortalecendo a segurança, a qualidade e a sustentabilidade da cadeia de suprimentos.

O processo ocorre em duas etapas principais: pré-seleção e seleção final, integrando práticas digitais, análises de risco e governança corporativa. Essa estrutura garante que somente fornecedores que atendam aos requisitos exigidos façam parte da cadeia de fornecimento da Companhia.

Fase 1 – Pré-seleção de fornecedores:

Durante o processo de contratação, após a consulta de preços com os potenciais fornecedores, a Copel realiza a homologação padrão ESG do fornecedor, realizando consulta de dados para análises de conformidade legal, fiscal e trabalhista. Além disso, a homologação padrão ESG também contempla a avaliação de integridade aprofundada (background check). Conforme o tipo de objeto, pode ser necessária a análise econômico-financeira e/ou técnica.

Na qualificação técnica, os requisitos são específicos para cada tipo de material ou serviço a ser contratado. Para produtos ou serviços que tenham impacto ambiental ou social, são exigidas certificações ou atestados dos órgãos competentes, que comprovem a conformidade do produto ou serviço com os parâmetros socioambientais exigidos. Além disso, podem ser requeridos certificados de capacidade técnica, emitidos por outras empresas, que atestem a experiência e a qualidade dos serviços ou produtos objeto do contrato.

Fase 2 – Seleção de fornecedores:

Para a seleção e contratação do fornecedor é necessário que a homologação do fornecedor tenha sido aprovada. Caso a empresa não atenda aos requisitos de integridade ou não possua algum dos itens exigidos nos documentos de qualificação relacionados a ESG, é feito um apontamento no processo na forma de recomendação negativa para a contratação. Se identificada pendência durante a análise para homologação, o fornecedor terá o prazo de 5 (cinco) dias corridos após a cobrança para regularizá-la. A não regularização impactará a aprovação da homologação. 

A Copel adota uma metodologia estruturada para identificar, prevenir e mitigar riscos socioambientais e de governança em sua cadeia de suprimentos. Essa abordagem considera tanto os riscos internos, relacionados às atividades próprias da Companhia, quanto os riscos externos, provenientes da atuação de fornecedores e parceiros estratégicos.

Entre os principais riscos monitorados estão:

  • Ambientais: emissões de gases de efeito estufa (GEE), origem de insumos, destinação adequada de resíduos e cumprimento da legislação ambiental.
  • Sociais: respeito aos direitos humanos, combate ao trabalho infantil ou forçado, condições adequadas de saúde e segurança, não discriminação e liberdade de associação.
  • Governança: integridade nos negócios, prevenção à corrupção, suborno, conflitos de interesse e práticas anticompetitivas.
  • Risco do país: fatores políticos, econômicos, ambientais e regulatórios que possam impactar a continuidade do fornecimento.
  • Risco do setor: características próprias de cada tipo de atividade ou serviço contratado.
  • Risco de commodities: volatilidade na oferta e na demanda, dependência cambial, uso da terra e intensidade de recursos naturais empregados na produção.

Definição e Tipos de Riscos

Durante as contratações, pode ser necessária a elaboração de uma Matriz de Riscos e Responsabilidades. Esse instrumento define os riscos associados a cada contrato, estabelece a responsabilidade compartilhada entre a Copel e os fornecedores e orienta o planejamento de ações preventivas e corretivas. A matriz considera os seguintes aspectos:

Impactos das operações da Copel sobre a sociedade e o meio ambiente, que podem gerar passivos regulatórios e financeiros, além de afetar a reputação da Companhia.

Impactos externos sobre as operações, como eventos climáticos extremos, escassez de recursos naturais, crises sanitárias, mobilização de comunidades, acidentes ambientais ou fatores geopolíticos, como o Risco País, que incluem instabilidade econômica, barreiras comerciais, conflitos em regiões estratégicas, riscos específicos commodities e mudanças regulatórias que possam afetar fornecedores e cadeias globais de fornecimento, podendo comprometer a continuidade do fornecimento de serviços essenciais.

Essa abordagem garante que sejam considerados tanto os riscos diretos, relacionados às atividades próprias da Copel, quanto os riscos indiretos, provenientes da atuação de fornecedores e parceiros estratégicos e fatores externos globais.

Os resultados obtidos por meio da matriz servem como base para orientar ações preventivas e corretivas, de acordo com a criticidade dos riscos identificados. Quando necessário, podem ser definidos planos de mitigação, com medidas voltadas a reduzir impactos e fortalecer a continuidade do fornecimento, sempre com foco na integridade da cadeia de fornecimento e na proteção dos interesses da Companhia e da sociedade.

Com a criação da Diretoria de Suprimentos em 2024 e a centralização das atividades na Holding, a Copel estruturou uma metodologia integrada para identificar, mitigar e remediar impactos negativos em sua cadeia de fornecimento, com foco na gestão de riscos ESG – incluindo direitos humanos, questões ambientais, saúde e segurança, avaliação de integridade e conformidade legal.

Em 2025, a Companhia deu continuidade à evolução desse modelo por meio do aprimoramento dos processos de homologação, avaliação e monitoramento de fornecedores, fortalecendo gradualmente sua capacidade de gestão de riscos e de acompanhamento do desempenho da cadeia de suprimentos.

A Copel mantém uma cadeia de suprimentos diversificada para atender às necessidades de geração, transmissão, comercialização e distribuição de energia elétrica, abrangendo diversos tipos de fornecedores, como fabricantes de materiais, maquinário pesado e prestadores de serviços de engenharia, entre outros. Na Copel Holding, as principais categorias compreendem prestadores de serviços e apoio administrativo, como limpeza e conservação, vigilância, locação de imóveis, manutenção e reforma de instalações, consultorias e agência de viagens.

Em 2025, a Copel manteve relacionamento comercial com 6.482 fornecedores diretos, considerando aqueles com os quais houve vínculo por meio de pedidos de compra e/ou contratos ao longo do exercício. Para fins de gestão da cadeia de suprimentos, são considerados fornecedores significativos tanto os fornecedores diretos (nível 1), que possuem contratos formalizados com a Companhia, quanto os fornecedores indiretos (não nível 1), correspondentes a prestadores de serviços subcontratados pelos fornecedores diretos e sujeitos a processos de aprovação e monitoramento pela Copel. Dentre os diretos, 1.739 fornecedores foram classificados como significativos diretos. Adicionalmente, foram identificados 300 fornecedores significativos indiretos vinculados a contratos diretos da Companhia.

Para fins de gestão de riscos e sustentabilidade da cadeia de suprimentos, a Copel identifica e prioriza fornecedores significativos, considerando critérios relacionados à relevância para o negócio, criticidade operacional e exposição a riscos ESG. Esse grupo representa o público prioritário para as ações de monitoramento, avaliação e desenvolvimento da cadeia de fornecimento.

Em 2025, foram identificados 2.007 fornecedores significativos únicos, compostos por fornecedores diretos e indiretos (não nível 1), que passaram a integrar os processos de avaliação, monitoramento e desenvolvimento da Companhia.
A metodologia de identificação e classificação de fornecedores possibilita priorizar recursos e esforços, garantindo que ações preventivas e corretivas sejam aplicadas de forma efetiva, promovendo maior transparência, segurança e sustentabilidade em toda a cadeia de suprimentos.

Em relação à gestão de impactos ambientais na cadeia de suprimentos, a Companhia identificou fornecedores considerados com impactos negativos reais ou potenciais substanciais os associados a atividades com potencial de geração de resíduos da construção civil (RCC) e a atividades e/ou aquisição de materiais com potencial de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Já quanto aos impactos sociais e de integridade, em 2025 identificou os fornecedores (incluindo não nível 1) que possuem terceiros como potenciais a riscos trabalhistas, SST e integridade. Essa identificação contribui para a priorização de fornecedores críticos no direcionamento de ações de monitoramento, avaliação e mitigação.

Quadro de Identificação de Fornecedores Significativos

 

Valores de 2022 

Valores de 2023 

Valores de 2024 

Valores de 2025 

Fornecedores nível 1

Total de Fornecedores  

8.069 

8.787 

7.373 

    6.482

Fornecedores Significativos*

142 

187 

556

    1.739

Fornecedores não nível 1 

Fornecedores não nível 1 significativos

  

377

300

*Total de fornecedores com impacto no negócio e ESG.

Consolidação de dados de Fornecedores 2025 – Nível 1 e não Nível 1

Total de Fornecedores únicos avaliados6.741
Total de fornecedores únicos significativos2007

Subcontratados

Atuam como prestadores de serviços terceirizados, vinculados aos fornecedores diretos, por isso são considerados fornecedores indiretos (não nível 1).

Os fornecedores indiretos (não nível 1), também são considerados significativos, uma vez que, para sua contratação, é necessária a aprovação formal do gestor do contrato e estão sujeitos à monitoria, auditoria documental realizada pela gestão de terceiros e inspeções de segurança. Ou seja, devem manter as condições contratuais e de conformidade aplicáveis aos fornecedores nível 1, sendo quaisquer não conformidades reportadas ao seu fornecedor direto (nível 1). Em 2025, foram identificados 300 fornecedores significativos não nível 1 (indiretos) vinculados a contratos diretos da Copel.

Os fornecedores indiretos também participam de treinamentos de engajamento. Além disso, está em planejamento a ampliação da avaliação de sustentabilidade para contemplar também esse público. A implementação ocorrerá de forma gradual e contribuirá para o fortalecimento da gestão de riscos na cadeia de suprimentos.

Indicadores e Metas ESG da Cadeia de Fornecimento 

Em 2025, a empresa avançou ao adotar indicadores públicos de monitoramento ESG, garantindo transparência e comparabilidade pública. A medição iniciou em 2025 e os dados são publicados em relatórios públicos. Os indicadores buscam os seguintes resultados:

  • Ampliar a apresentação do inventário de emissões de gases de efeito estufa pelo grupo de fornecedores críticos em emissões de GEE.
  • Aumentar o percentual de compras com fornecedores homologados ESG.

As metas estabelecidas serão de longo prazo com progressão gradativa de forma que até 2035, 100% dos fornecedores significativos estejam incluídos no acompanhamento por indicadores ESG.

A Copel mantém um processo estruturado de avaliação e desenvolvimento de fornecedores, com informações públicas acessíveis por meio do portal de sustentabilidade. Esse processo tem como objetivo garantir que os fornecedores atendam aos requisitos contratuais, legais e aos princípios ESG, fortalecendo a cadeia de valor e promovendo aperfeiçoamento contínuo.

A partir de 2025, a Companhia evoluiu seu processo de avaliação e monitoramento de fornecedores por meio da ampliação do uso da plataforma corporativa de homologação e monitoramento contínuo, integrada aos processos de gestão de fornecedores e gestão de terceiros. O modelo passou a centralizar avaliações documentais relacionadas a requisitos legais, fiscais, financeiros, trabalhistas, ambientais, sociais, de saúde e segurança, integridade, direitos humanos e governança, permitindo maior rastreabilidade das informações e acompanhamento contínuo dos riscos na cadeia de fornecimento.

A plataforma incorpora critérios estruturados de homologação, conformidade, integridade e sustentabilidade, incluindo indicadores ESG baseados em evidências públicas e documentos apresentados pelos fornecedores. Entre os temas monitorados estão aspectos relacionados a autuações ambientais, trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão, saúde e segurança do trabalho, diversidade, integridade corporativa, sanções, acordos de leniência, conformidade regulatória, além de outras informações relevantes para a gestão dos riscos ESG da cadeia de suprimentos.

Paralelamente, a Companhia fortaleceu e modernizou os processos de gestão de terceiros. Esse acompanhamento contempla auditorias documentais, monitoramento de requisitos trabalhistas, saúde e segurança do trabalho, conformidade legal, inspeções em campo e acompanhamento das condições necessárias para execução dos contratos.

Os resultados provenientes da plataforma de homologação e monitoramento contínuo, em conjunto com os processos de gestão de terceiros e avaliações em campo, compõem a base utilizada pela Companhia para avaliação, monitoramento e desenvolvimento de fornecedores.

Complementarmente, a Copel realiza outras verificações documentais e avaliações presenciais para aprofundar a análise de fornecedores e verificar o atendimento aos requisitos aplicáveis em situações específicas.

Na etapa documental, são verificadas certidões e evidências fiscais, trabalhistas, sociais, ambientais e de integridade, por meio de auditorias administrativas e análises complementares conduzidas pelas áreas responsáveis.

Já nas avaliações presenciais, fiscais da Copel ou consultores contratados realizam inspeções de segunda parte, incluindo a Avaliação Industrial (AVI), que verifica aspectos relacionados à capacidade técnica, fabril e tecnológica do fornecedor, seus controles de qualidade e suas práticas socioambientais.

Essas atividades complementares seguem as melhores práticas de mercado e utilizam metodologias reconhecidas do setor, observando, quando aplicável, requisitos das Normas Brasileiras (NBRs), Normas Regulamentadoras (NRs) e demais referenciais técnicos pertinentes.

Quando são identificadas não conformidades, são elaborados planos específicos para correção, como:

  • Plano de Risco de Segurança, voltado para situações relacionadas à prevenção de acidentes, saúde ocupacional e cultura de segurança.
  • Plano de Qualidade de Materiais, destinado a corrigir falhas técnicas, rastreabilidade e conformidade de materiais e equipamentos.
  • Plano Documental, para tratar irregularidades na homologação, não conformidades na gestão de terceiros ou não conformidade contratual.

Esses planos de correção são conduzidos em conjunto entre o gestor do contrato, a área fiscalizadora e o fornecedor, com acompanhamento estruturado até a completa resolução. Para cada não conformidade identificada, é estabelecido um prazo para regularização, definido de acordo com a criticidade e a complexidade da adequação necessária. Quando não há evolução ou em casos críticos, são aplicadas penalidades progressivas, seguindo esta ordem: notificação formal, multa, reprovação no status de homologação e, por último, rescisão contratual.

Obtendo a regularização, o fornecedor pode participar de novos eventos de compras, passando por todos os critérios de seleção.

Quadro do Programa de Avaliação de Fornecedores 

 

Valores de 2022

Valores de 2023

Valores de 2024

Valores de 2025*

Fornecedores Avaliados

422

312

478

1.473

Percentual de Fornecedores  Significativos avaliados

14,79%

49,73%

85,97% 

73,39%

Fornecedores avaliados com impactos negativos reais ou potenciais substanciais

70

93

14

522**

Fornecedores com Plano de Ação para Melhoria

0*

0*

14

522***

Fornecedores com Contratos Encerrados

3

4

0

1

* Consideram os fornecedores nível 1 e nível não 1.
** Em 2025 houve revisão da metodologia de identificação e classificação de impactos na cadeia de suprimentos, ampliando o universo de fornecedores avaliados e os critérios considerados para identificação de impactos negativos reais ou potenciais substanciais.
***Contempla fornecedores avaliados com impactos negativos reais ou potenciais substanciais nos aspectos ambiental, social, trabalhista, de integridade e de SST, para os quais foram adotadas ações preventivas, de mitigação, acompanhamento e correção. Essas ações podem incluir exigências específicas, como planos de gerenciamento de resíduos e documentação trabalhista, além de orientação técnica, suporte à adequação, implementação de ações corretivas e planos de melhoria, e monitoramento contínuo do atendimento aos requisitos.

A gestão de terceiros realiza auditorias documentais periódicas e, quando identificadas não conformidades, notifica os fornecedores para adoção das medidas corretivas necessárias  

Em 2025, com a criação da Divisão de Relacionamento e Desenvolvimento de Fornecedores, centralizada no COE – Centro de Excelência de Suprimento e Logística, foi aprimorado o procedimento de mitigação e remediação, monitorado pela gestão de fornecedores e terceiros em conjunto com o gestor do contrato e o próprio fornecedor. Além do plano de mitigação anterior foi implantado mecanismo de bloqueio parcial de pagamento até a regularização.

  As medidas são aplicadas de forma gradativa e proporcional à gravidade da ocorrência, conforme sequência:

  • Notificação formal com prazo definido para correção. Para cada não conformidade identificada, é estabelecido um prazo para regularização, definido de acordo com a criticidade e a complexidade da adequação necessária. 
  • Aplicação de penalidades contratuais (como multa).
  • Bloqueio parcial de pagamento até a regularização.
  • Reprovação da homologação
  • Rescisão contratual.

Comitê de Riscos de Fornecedores

A Copel realiza o monitoramento contínuo de sua cadeia de suprimentos por meio do IDF (Índice de Desempenho do Fornecedor), metodologia corporativa que consolida indicadores de desempenho, segurança, gestão documental, aspectos jurídico-trabalhistas e saúde financeira dos fornecedores. Com base nessas informações, é gerado um diagnóstico integrado que permite identificar riscos, classificar fornecedores por nível de criticidade e direcionar prioridades de atuação.

Os resultados do IDF subsidiam o Comitê de Riscos de Fornecedores, fórum de governança que reúne informações de múltiplas áreas para dar visibilidade à Diretoria Executiva sobre os principais riscos da cadeia de suprimentos. A partir das prioridades definidas pelo Comitê, são estabelecidos planos de ação para tratamento dos riscos identificados, incluindo ações de melhoria, definição de responsáveis e prazos para regularização. A execução e a evolução dessas ações são acompanhadas pelas equipes de Gestão de Fornecedores e Gestão de Riscos, promovendo o monitoramento contínuo dos casos priorizados e apoiando o desenvolvimento dos fornecedores.

O modelo foi implementado no primeiro semestre de 2026, com a realização dos primeiros Comitês de Riscos de Fornecedores, e encontra-se em evolução contínua, com o acompanhamento dos planos de ação e das iniciativas de mitigação iniciadas no segundo semestre de 2026.

Reconhecimento de Fornecedores

Em 2025, a Copel unificou os programas de reconhecimento de fornecedores, antes realizados separadamente pela Copel Distribuição e pela Copel Geração e Transmissão, criando o Prêmio Parceiro Pura Energia. 

O objetivo do evento é valorizar os fornecedores que mais se destacaram em desempenho, sustentabilidade, inovação e segurança, reforçando a parceria estratégica com a Companhia e estimulando a melhoria contínua em toda a cadeia de suprimentos. 

Essa iniciativa consolida as melhores práticas de reconhecimento, integrando critérios técnicos, socioambientais e de governança (ESG). 

Critérios do Prêmio 

Os fornecedores foram avaliados considerando: 

  • Desempenho técnico e operacional na execução dos contratos. 
  • Compromisso com práticas ESG, incluindo integridade, direitos humanos e responsabilidade socioambiental. 
  • Inovação e tecnologia aplicadas aos processos e serviços. 
  • Segurança e saúde ocupacional, com foco na prevenção e aprimoramento contínuo. 

Destaques Especiais: Sustentabilidade e Segurança do Trabalho 

Além das premiações por desempenho técnico e qualidade, a Copel valoriza fornecedores que demonstram melhores práticas em sustentabilidade e segurança do trabalho, áreas estratégicas para o fortalecimento da cadeia de suprimentos. 

  • Sustentabilidade: reconhece fornecedores que adotam práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), incluindo ações relacionadas à mitigação de impactos, inventário de emissões de GEE e responsabilidade social. 
  • Segurança do Trabalho: valoriza fornecedores que se destacaram na prevenção de acidentes, manutenção de ambientes de trabalho seguros e conformidade com as normas e Programas de Segurança da Companhia, sem registros de acidentes graves ou fatais. 

Esses reconhecimentos reforçam o compromisso da Copel em promover uma cadeia de suprimentos ética, segura e sustentável, incentivando a evolução do desempenho e a inovação. 

Histórico de Edições Anteriores 

Saiba mais sobre as edições anteriores, certificados e vencedores das premiações realizadas separadamente.  

Acesse o histórico das premiações anteriores:  Copel Distribuição e Copel Geração e Transmissão. 

Acesso do fornecedor a referências ESG 

O reconhecimento dos fornecedores por meio do Prêmio Parceiro Pura Energia não se limita à premiação em si, mas também contribui para disseminar boas práticas em toda a cadeia de suprimentos. A partir dos destaques em sustentabilidade, segurança do trabalho e inovação, a Copel amplia o acesso dos fornecedores a referências ESG, promovendo treinamentos, compartilhando experiências e disponibilizando conteúdos que permitem a todos evoluir com base em exemplos reais de excelência. 

A Gestão Sustentável de Fornecedores é um dos temas materiais para a Copel. Por isso, compartilhar referências ESG com este público é uma atividade relevante e estratégica para a Companhia. Durante os treinamentos para fornecedores, são apresentadas novidades, casos de sucesso relacionados aos temas discutidos, bem como lições aprendidas pela Copel.

Parte expressiva dos treinamentos ofertados são sobre assuntos ESG, ministrados por especialistas internos e convidados, permitindo que os fornecedores se atualizem e ampliem suas práticas sustentáveis. 

Periodicamente, a Copel realiza uma pesquisa de sustentabilidade com seus fornecedores para mapear suas necessidades, expectativas e ações de sustentabilidade. Esse diálogo constante fortalece a relação com a cadeia e permite aprimorar os programas de capacitação e engajamento.

Cabe destacar que o processo de materialidade, que define os temas prioritários para a Copel, envolveu uma ampla consulta a todas as partes interessadas, incluindo os fornecedores, com o objetivo de compreender as prioridades percebidas por aqueles que afetam ou são afetados pela Companhia. 

Com essas ações, a Copel garante que seus fornecedores recebam informações claras, treinamentos contínuos, acesso a referências e apoio estruturado, fortalecendo uma cadeia de suprimentos ética, segura e sustentável, conectando conhecimento, melhoria contínua e reconhecimento público.

Desenvolvimento de Fornecedores

A transferência de conhecimento, tecnologias, práticas de segurança, gestão e responsabilidade socioambiental, visa construir e manter uma cadeia de suprimentos cada vez mais capacitada e sustentável.

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Evolução da Gestão de Fornecedores na Copel

Programa Mais que Energia

Até 2024, as atividades de gestão de fornecedores das empresas do Grupo Copel eram conduzidas de forma descentralizada, com programas, metodologias e iniciativas próprias de cada subsidiária. A partir de 2024, a Copel passou a conduzir uma transformação abrangente em tecnologia, processos e pessoas, centralizando os processos relacionados a compras, gestão de fornecedores e logística de todas as suas subsidiárias na Diretoria de Suprimentos.

Nesse contexto, as áreas responsáveis pela gestão de fornecedores passaram por um processo de integração, possibilitando a evolução para um modelo corporativo unificado de avaliação, desenvolvimento e reconhecimento de fornecedores.
A transformação também contemplou a modernização de processos e ferramentas de gestão da cadeia de suprimentos, incluindo a evolução da plataforma de compras, dos processos de homologação de fornecedores e da gestão documental de terceiros, alinhados às melhores práticas de mercado. As práticas e iniciativas adotadas pelas empresas antes da integração corporativa, que contribuíram para a construção e evolução do modelo atual de gestão de fornecedores, podem ser consultadas nos links abaixo.

Gestão de Fornecedores da Copel Geração e Transmissão

(até 2024)

Gestão de Fornecedores da Copel Distribuição

(até 2024)