Gestão de Riscos ASG

A governança corporativa da Copel fundamenta-se na identificação de riscos e oportunidades para a tomada de decisão em todas as instâncias de forma a promover a perenidade da Companhia e o crescimento sustentável, integrando o processo de gestão de riscos nas relações comerciais com fornecedores e parceiros de negócio.

Os riscos estratégicos associados às operações da Copel são revisados durante a elaboração do Planejamento Estratégico, cujo trabalho é executado conjuntamente pelas altas direções da Copel (Holding) e das subsidiárias por meio da identificação e análise dos riscos, definição de plano de controle e contingência e estabelecimento de ações de monitoramento.

Em relação a riscos socioambientais, a Copel adota as melhores práticas para mitigação de riscos nas suas operações e empreendimentos, assim como junto às comunidades no uso seguro da energia e no relacionamento com o público interno.

Vale ressaltar que, no Brasil, o licenciamento ambiental (licença especial outorgada por órgão regulador governamental para instalação e operação dos empreendimentos) somente é concedido mediante o cumprimento de diversas exigências estabelecidas em legislação específica.

Abrangidos pela categoria de risco operacional, os riscos socioambientais são aqueles relacionados aos impactos das operações da Copel na sociedade e no meio ambiente, podendo afetar a reputação e gerar sanções dos órgãos fiscalizadores. Estão relacionados, também, aos efeitos das intempéries climáticas severas, à ruptura de barragens, à escassez de recursos naturais, à mobilização de comunidades ou a crises sanitárias, podendo afetar o desempenho dos serviços prestados e causar prejuízos à Copel.

Dimensão Ambiental

Para reduzir ou minimizar os riscos, a Copel investe em monitoramento e no desenvolvimento de ações que possibilitam uma operacionalização mais eficiente dos processos de geração, transmissão e distribuição.

Alguns aspectos considerados envolvem a mobilização da comunidade, mudança de uso de solo, alteração climática, mudança da atividade econômica, impactos ambientais à biodiversidade assim como aqueles relacionados intempéries climáticas severas que podem causar acidentes entre a energia elétrica e a população.

A gestão da implantação e operação é realizada por meio do acompanhamento rígido do processo de licenciamento e implantação das obras, por meio da metodologia de projetos, com gestão de indicadores, objetivos e metas.

Dentre os principais riscos ambientais relacionados aos negócios da Copel, pode-se citar aqueles referentes à implantação e operação de empreendimentos, como usinas, linhas de transmissão e subestações.

Entre os principais riscos da dimensão ambiental, destacam-se: a disponibilidade e qualidade da água, a segurança das estruturas de contenção da água nos reservatórios (barragens) e os eventos climáticos severos ocasionados pelas mudanças do clima.

Dimensão Social

A Copel trata a gestão dos riscos sociais por meio do acompanhamento das condicionantes do processo de licenciamento de suas instalações e pelos programas desenvolvidos pelas subsidiárias integrais. A Companhia também faz a gestão do risco à segurança da população, em razão do uso da energia elétrica, por meio de programas de informação e sensibilização das comunidades impactadas.

Nesse sentido, a Matriz de Riscos e Responsabilidades serve como orientação para identificação dos maiores pontos de atenção na execução do contrato e a severidade da materialização dos incidentes. Entre os riscos sociais relacionados à implantação e operação dos empreendimentos, bem como à cadeia de suprimentos, destacam-se: violação dos direitos humanos, acidentes com empregados; instalações e condições precárias de trabalho; e acidentes ou danos à população.

Violação de Direitos Humanos

Entre os principais riscos da dimensão social encontra-se o risco de violação aos direitos humanos, uma vez que pode ocorrer em toda a cadeia de suprimentos. Os direitos humanos são inalienáveis e a Copel tem compromisso com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificado pela adesão à Agenda 2030 e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Além de estar entre os ODS prioritários da Copel e do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), eleitos em estudo realizado pelos pares do setor, o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico visa “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos”.

O ODS 8 reconhece a urgência de erradicar o trabalho forçado e formas análogas ao do trabalho escravo, bem como o tráfico de seres humanos, de modo a garantir a todos o alcance pleno de seu potencial e capacidades.

A Copel entende que as empresas também têm responsabilidade com a meta 8.7 – Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas.

Nesse sentido, a Companhia adota uma série de medidas para mitigar e remediar quaisquer violações, além de promover e assegurar o respeito aos Direitos Humanos entre empregados, parceiros e fornecedores, alta administração, sociedade, e demais partes interessadas. Para conhecer as iniciativas e a gestão da Copel sobre o tema, acesse o conteúdo aqui.

Diversidade e Equidade

Ainda em relação ao ODS 8 e ao respeito aos direitos humanos, vale ressaltar a preocupação da Copel com a promoção da diversidade e da equidade ao combater qualquer forma de discriminação ou tratamento diferenciado por cor, raça, etnia, idade, classe social, gênero ou orientação sexual.

A Copel entende que as empresas também têm responsabilidade com a meta 8.5 – Até 2030, alcançar o emprego pleno e produtivo e trabalho decente todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor.

Assim, a Companhia preza por ambientes de trabalho dignos para todos, adotando diversas iniciativas sobre os temas de diversidade, seja no âmbito da responsabilidade social, seja no âmbito de gestão de pessoas e da cadeia de valor.

Saúde e Segurança do Trabalho

A Copel acompanha os riscos sociais aos quais os empregados possam estar suscetíveis e adota medidas para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores, seja preventivamente, seja frente a situações inesperadas. Cita-se como exemplo o advento da pandemia de Covid-19, em 2020, quando a Copel precisou ter a responsabilidade de agir de forma rápida e colocar mais de 4 mil empregados em trabalho remoto, minimizando o impacto da pandemia sobre a saúde deles.

Para gestão e acompanhamento da saúde e bem-estar, são disponibilizados canais de comunicação diversificados, visando conhecer as opiniões dos empregados, assim como endereçar corretamente situações e problemas que possam vir a acontecer com o público interno.

Acidentes com a Comunidade

A Companhia também faz a gestão do risco à segurança da população, em razão do uso da energia elétrica, por meio de programas de informação e sensibilização das comunidades impactadas. O indicador de “acidentes com a comunidade” traz um parâmetro de sucesso quanto a estas ações.

Dimensão Governança

A Gestão de Riscos visa contribuir para fortalecer o processo de Governança Corporativa, aumentar a segurança quanto ao alcance dos objetivos, promover maior transparência para as partes interessadas e aprimorar o ambiente de controles internos da Companhia.

Além disso, propõe-se a adicionar e preservar valor, minimizando perdas por meio da identificação de oportunidades e ameaças, atender às normas internacionais e requisitos legais e regulatórios pertinentes, melhorar a eficácia e a eficiência operacional e melhorar a prevenção de perdas e a gestão de crises ou incidentes.

A Gestão Integrada de Riscos Corporativos teve início na Copel em 2006 com o objetivo de maximizar, de maneira consistente e permanente, os valores econômico, social e ambiental para todas as partes interessadas. O modelo, na ocasião, foi baseado no Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), e deu origem à política da Copel, formalizando as diretrizes da Gestão Integrada de Riscos Corporativos.

A Companhia está comprometida com a implementação e manutenção de uma estrutura de gerenciamento de riscos corporativos efetiva e consistente, provendo os recursos necessários para a sua adequada atuação. Nesse sentido, os riscos estão divididos nas seguintes categorias: riscos estratégicos; riscos financeiros; riscos operacionais; e riscos de conformidade.

Riscos Estratégicos

São os riscos associados à tomada de decisão da alta administração e ao planejamento estratégico, podendo gerar perda substancial no valor econômico da Copel; bem como aqueles associados à reputação, com possibilidade de perdas decorrentes da deterioração da marca da Copel junto ao mercado, clientes e órgãos reguladores, em razão de publicidade negativa.

Riscos Financeiros

Os riscos financeiros estão associados ao mercado (risco de que o valor justo ou os fluxos de caixa futuros de instrumento financeiro oscilem devido a mudanças nos preços de mercado, tais como as taxas de câmbio, taxas de juros e preços de ações); à liquidez (representado pela possibilidade de insuficiência de recursos, caixa ou outro ativo financeiro, para liquidar as obrigações nas datas previstas); ao crédito (risco de incorrer em perdas decorrentes da dificuldade de recebimento de valores faturados a seus clientes ou de uma contraparte em um instrumento financeiro, resultantes da falha destes em cumprir com suas obrigações contratuais); e à divulgação, que são riscos associados à possibilidade de emissão de relatórios financeiros, gerenciais, regulatórios, fiscais, estatutários incompletos, inexatos ou intempestivos, expondo a Copel a multas, penalidades ou outras sanções.

Riscos Operacionais

São riscos relacionados à eficácia e eficiência das operações da Copel, à segurança da informação, aos projetos e aos riscos socioambientais.

Riscos de Conformidade

São os riscos associados ao não cumprimento das exigências legais e regulatórias, nas esferas ambiental, trabalhista e tributária, às quais a Copel está sujeita, incluindo políticas e normas internas, expondo a Companhia à autuação por órgãos reguladores.