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Gestão de Resíduos

A Copel possui um processo de gestão de resíduos que visa promover o correto gerenciamento dos resíduos sólidos, desde a geração até a destinação final, prevenir impactos ambientais negativos e maximizar os positivos, permitindo atender tanto aos requisitos legais quanto às condicionantes das licenças ambientais.

Conforme estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Companhia possui Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) para seus empreendimentos, adequando as diretrizes corporativas às especificidades de cada localidade. A gestão relacionada aos resíduos sólidos envolve a revisão periódica dos requisitos legais e das condicionantes ambientais, a identificação de boas práticas e oportunidades no setor, o planejamento de atividades, a verificação do cumprimento e a melhoria contínua do processo.

A Copel segue as diretrizes para o manejo dos resíduos sólidos estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto nº 10.936/2022, observando a ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e, por fim, disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. A Companhia busca promover a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos, com foco na sustentabilidade, na conformidade legal e na redução de impactos ambientais. 

A Copel adota desde 2009 o princípio dos ”3Rs” para o gerenciamento de seus resíduos, previsto em norma interna de gestão corporativa de resíduos, na qual estabelece que “todos os empregados, no desempenho de suas atividades na Copel, deverão adotar o consumo consciente praticando o conceito dos ”3Rs”: reduzir, reaproveitar e reciclar. O Manual de Gerenciamento de Resíduos Sólidos traz orientações práticas sobre a gestão dos resíduos na Companhia”.

Visando à consolidação da cultura de gestão de resíduos, são realizados workshops e treinamentos para as equipes, com foco nas diretrizes da PNRS, nos possíveis impactos ambientais negativos, nos benefícios da correta gestão dos resíduos e na identificação de oportunidades de melhoria. Essas ações criam espaço para diálogo, esclarecimento de dúvidas e ampliação da sensibilização e do engajamento dos colaboradores em práticas sustentáveis e na redução da geração de resíduos, em alinhamento às práticas ESG da Companhia.

A gestão dos resíduos da Companhia segue as diretrizes da Norma Administrativa Copel – NAC 030350 Gestão Corporativa de Resíduos e do Manual para o Gerenciamento de Resíduos. Os resíduos sólidos gerados são devidamente segregados logo após sua geração conforme sua tipologia e estes são armazenados em depósitos específicos até a destinação final adequada que ocorre conforme sua classificação, características e requisitos legais aplicáveis. Desta forma, busca-se a minimização de possíveis impactos negativos como a contaminação de solo e lençol freático. Periodicamente é realizado o monitoramento da quantidade de resíduos gerados e destinados por meio de sistemas de controle.

Manual de Transporte de Substâncias Perigosas

O material visa orientar os funcionários envolvidos com transporte de substâncias perigosas sobre os procedimentos exigidos pelas normas e legislação. A gestão de resíduos inclui a redução dos riscos associados ao transporte até os destinadores finais, etapa sujeita a impactos potenciais, como acidentes de trânsito, vazamentos e contaminações. Para mitigar esses riscos, a Companhia dispõe do Manual de Transporte de Substâncias Perigosas, e a área de Segurança do Trabalho atua ativamente na orientação e no monitoramento do atendimento aos requisitos aplicáveis pelas empresas contratadas.

Manual para Elaboração do PGRCC

Este documento constitui-se um guia para a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos na Construção Civil (PGRCC) para as obras executadas por empreiteiras, nos empreendimentos da Copel.

Geração de Resíduos

Na Copel, as principais fontes de geração de resíduos são as atividades de implantação, operação e manutenção e desativação de empreendimentos.

Na implantação de novos empreendimentos, são gerados resíduos de construção civil, como solos removidos dos locais de instalação das estruturas, madeiras das embalagens dos materiais e equipamentos, demais resíduos recicláveis, como plásticos, papel e papelão e metais, assim como resíduos de tintas e solventes.

A Copel estabelece critérios rigorosos para a qualificação técnica e documental de empresas contratadas, assegurando conformidade com requisitos legais e ambientais. Essas exigências são formalizadas em cláusulas contratuais e aplicáveis a diferentes serviços. Para obras civis, os prestadores devem garantir a correta gestão e destinação de resíduos, elaborando e executando um PGRCC – Plano de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil, conforme o Manual Copel. Após a conclusão da obra, é obrigatório apresentar um Relatório Final de Gerenciamento de Resíduos. Já para empresas responsáveis pelo transporte e destinação de resíduos, é preciso comprovar regularidade técnica no início do contrato e apresentar a documentação ambiental pertinente.

Nas atividades de operação e manutenção dos empreendimentos há geração de diferentes tipos de resíduos como: resíduos vegetais provenientes da poda e roçada de vegetação sob as redes e linhas de distribuição e transmissão de energia, resíduos de materiais e equipamentos elétricos e eletrônicos substituídos, como baterias, medidores, isoladores, transformadores, reguladores de tensão, disjuntores e demais equipamentos elétricos, sucatas metálicas, cabos, postes e cruzetas. Além destes, são gerados resíduos sólidos e líquidos contaminados provenientes da manutenção de equipamentos.

Na desativação de empreendimentos, ocorre a geração dos mais variados tipos de resíduos, como equipamentos elétricos, cabos condutores, postes e cruzetas, sucata metálica, dentre outros.

Nas atividades administrativas são gerados principalmente resíduos recicláveis como papel, plástico, vidro e metais, resíduos orgânicos e rejeitos como restos de alimentos, resíduos de jardinagem e varrição, resíduos sanitários, além resíduos perigosos que requerem manejo específico, como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, cartuchos e toners de impressoras.

A Companhia busca promover a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos, com foco na sustentabilidade. Dentre as ações implementadas, destacam-se: metas internas, treinamentos voltados à gestão de resíduos com foco na minimização da geração; multiplicação de práticas de reutilização; fixação de placas orientativas; divulgação de comunicados internos para sensibilização de colaboradores e terceiros; e a promoção da doação de resíduos como papel, plástico, vidro e metais para reciclagem comum ou especializada. A Copel prioriza o aproveitamento dos resíduos por meio de técnicas de tratamento e destinação final mais eficientes e com maior desempenho ambiental.

Destinação de Resíduos

Para a destinação de resíduos administrativos recicláveis é dada prioridade para entrega às associações de catadores de materiais recicláveis, por meio da Coleta Seletiva Solidária. Já para o material orgânico, a prioridade é a realização da compostagem.

Para os resíduos que apresentem alguma característica que represente risco à saúde pública e ao meio ambiente, a destinação final é realizada para empresas contratadas que comprovem qualificação técnica e licenciamento ambiental.

A tabela abaixo apresenta os principais resíduos gerados nas atividades operacionais e os métodos de destinação final adotados.

Tipo de resíduo  Método de destinação 
Papel, plástico, vidro, sucatas metálicas, baterias, equipamentos elétricos e eletrônicos, postes e cruzetas de concreto, transformadores e demais equipamentos de rede  Reciclagem 
Resíduos contaminados  Coprocessamento e/ou aterro para resíduos Classe 1 
Resíduos contaminados com PCB  Descontaminação e/ou Incineração 
Resíduos vegetais (poda) Compostagem e/ou aterro para resíduos Classe 2

Inovação em Gestão de Resíduos

A Copel reafirma seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade por meio de iniciativas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) que fortalecem seus negócios de geração de energia e promovem o desenvolvimento sustentável no estado do Paraná. Entre os projetos mais recentes, destacam-se aqueles voltados à produção de hidrogênio de baixo carbono a partir de fontes alternativas, como biomassa e resíduos orgânicos, alinhando-se à transição energética nacional.

Em 2023, a Copel Geração e Transmissão (Copel GET) lançou uma chamada pública para seleção de projetos de PDI com foco em tecnologias para produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono, utilizando biomassa, biocombustíveis e resíduos orgânicos. Foram selecionadas três propostas, coordenadas pela UFPR (PR), APRENO (RO) e SENAI (PE), que receberão investimentos da ordem de R$ 7,6 milhões.

Outro projeto, conduzido pelo Consórcio B2H2 liderado pela Copel, propõe a conversão de biogás oriundo de estações de tratamento de esgoto em gás de síntese por meio de reforma catalítica. O projeto já mobilizou mais de R$ 32 milhões em investimentos, provenientes de programas de P&D e das entidades consorciadas, demonstrando sua viabilidade e relevância.

Em 2025, a Copel ampliou seu olhar inovador para a gestão de resíduos operacionais com o lançamento do Desafio Inova Resíduos, uma chamada aberta para captação de ideias voltadas à valorização e reaproveitamento de resíduos gerados pelas atividades da Companhia. A iniciativa recebeu 15 propostas. Essa ação reforça o compromisso da Copel com a economia circular e a sustentabilidade operacional.

Complementarmente, a empresa mantém canais permanentes para recebimento de propostas inovadoras, como o Inove+GET e o InovaDIS, que permitem a entrada contínua de projetos, mesmo fora de chamadas específicas. Esses mecanismos fortalecem a cultura de inovação aberta e colaborativa, promovendo soluções que geram valor para a sociedade, para o meio ambiente e para o futuro da energia no Paraná.

Indicadores e Metas de Gestão de Resíduos

Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental de suas atividades, a Copel possui indicadores e metas específicos para a destinação adequada de resíduos perigosos e não perigosos, gerados nas atividades operacionais e administrativas da Companhia.  

Indicadores  

Taxa de Destinação Sustentável de Resíduos Total: representa o total de resíduos que são desviados do descarte final, seguindo para reciclagem, coprocessamento, compostagem e outras formas de tratamento, e está alinhada com as metas para atingimento dos ODS 03, 06, 11, 12 e 13. Assim, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ambiental.

Taxa de Destinação Sustentável de Resíduos Perigosos  representa o total de resíduos perigosos que são desviados do descarte final, seguindo para reciclagem, coprocessamento e outras formas de tratamento. Assim, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ambiental.

Redução da Geração de Resíduos de Cinzas: representa a diminuição da quantidade de cinzas geradas nos processos operacionais, por meio da otimização de processos, uso de tecnologias mais limpas ou substituição de combustíveis, contribuindo para a minimização de impactos ambientais e alinhada às metas dos ODS 9, 12 e 13.  

Na tabela abaixo, seguem as informações referente a taxa e quantidade de descarte de resíduos perigosos e não perigoso:

Taxa de destinação de resíduos (em toneladas)

2023 2024
Meta Realizado Meta Realizado
Aterro e Incineração Não perigosos 8% 3.770,75 7,50% 3.533,00 8% 5.916,16 5,76% 4.256,90
Perigoso 5% 212,32 1% 38,20 5% 187,96 0,54% 20,30
Reciclados e Reaproveitados Não perigosos 92% 43.363,65 92,5% 43.601,40 92% 8.035,84 94% 9.694,70
Perigoso 95% 4.034,08 99% 4.208,20 95% 3.571,24 99% 3.738,90

 

 

2023

2024

 

 

Meta

Realizado

 Meta

Realizado

Aterro e Incineração

Não perigosos

8%

3.770,75

7,50%

3.533,00

8%

5.916,16

5,76%

4.256,90

Perigoso

5%

212,32

1%

38,20

5%

187,96

0,54%

20,30

Reciclados e Reaproveitados

Não perigosos

92%

43.363,65

92,5%

43.601,40

92%

8.035,84

94%

9.694,70

Perigoso

95%

4.034,08

99%

4.208,20

95%

 3.571,24

99%

3.738,90

Redução da Geração de Resíduos de Cinzas

 

n/a

n/a

n/a

n/a

90%

 

94,08

 

Em relação a resíduos de cinzas a meta em 2024 era gerar no máximo 10% do que foi gerado em 2023. esta premissa levou em consideração a necessidade de realização de alguns testes operacionais, para que fosse possível fazer a hibernação da usina termoelétrica de Figueira que ocorreu em fevereiro de 2024.